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As Cruzadas na Idade Média História das Cruzadas na Idade Média, os cavaleiros cruzados, a Guerra Santa, cristãos contra muçulmanos, guerras religiosas, história medieval Cavaleiro da época das Cruzadas De 637 até meados do século XI, a Palestina, foi governada pelos muçulmanos, chamados sarracenos ou árabes. Eram permitidas as peregrinações dos cristãos a Jerusalém e aos lugares sagrados. Repentinamente, em 1071, a região foi dominada pelos ferozes turcos seljucidas, que massacraram e escravizaram peregrinos. Em 1095 o Papa instituiu as Cruzadas e, incitados por Pedro, o Eremita, milhares de camponeses seguiram para a Terra Santa. A maioria foi morta ou transviou-se no caminho. Contudo, outro exército de 300 mil soldados, sob o comando de príncipes franceses dirigidos por Godofredo de Bulhão, e denominados cruzados porque usavam a insígnia da Cruz, tomaram Jerusalém e criaram ali um reino cristão. Em seguida, os muçulmanos reconquistaram parte da região e, depois de falhar uma outra Cruzada, que tentara capturar Damasco, Saladino, o sultão do Egito, expulsou os cristãos de Jerusalém (1187). Nova expedição, chefiada pelo imperador da Alemanha e depois por Filipe, rei da França, e Ricardo, Coração de Leão, tomou Acre, mas são conseguiu atingir Jerusalém. Ricardo naufragou e foi aprisionado na Áustria. Houve muitas outras Cruzadas, inclusive a das Crianças, no decurso da qual 50 mil meninos morreram ou foram vendidos como escravos antes de chegarem a Jerusalém. Embora não tivessem sido bem sucedidas, as Cruzadas incrementaram o comércio e introduziram novas idéias na Europa, pois os sarracenos eram profundos conhecedores de Matemática, Medicina e Astronomia. NOTA: As Cruzadas contribuíram para o renasci­mento do Mediterrâneo como via marítima, utilizada para dar vigor às atividades comerciais das cidades costeiras da Itália, graças aos transportes para o Oriente.Os que pertenciam às Cruzadas e costuravam sobre sua vesti­menta uma cruz de pa­no como sinal de voto de peregrinação a Jerusalém, beneficiavam-se da proteção especial da Igreja em relação a seus bens e a sua pessoa. .