Encontre os melhores da Cultura Geral - Cândido Portinari
Candido Portinari Da esquerda para a direita: Candido Portinari, Antônio Bento, Mário de Andrade e Rodrigo Melo Franco.Palace Hotel, Rio de Janeiro, 1936 Palace Hotel, Rio de Janeiro, 1936 Candido Torquato Portinari (Brodowski, 29 de dezembro de 1903 — Rio de Janeiro, 6 de fevereiro de 1962) foi um pintor brasileiro. Portinari pintou quase cinco mil obras, de pequenos esboços a gigantescos murais. Foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional. * 1 Biografia * 2 Trajetória * 3 Outra paixão: a neta Denise * 4 A morte * 5 Obras * 6 Furto no MASP * 7 Homenagens, títulos e prêmios * 8 Bibliografia * 9 Ver também * 10 Ligações externas Biografia Nasceu numa fazenda de café, Santa Rosa, no interior de São Paulo, filho dos imigrantes italianos Giovan Battista Portinari e Domenica Torquato, que tiveram doze filhos, sendo ele o segundo. De família humilde, cursou apenas o primário, porém desde criança manifestou sua vocação artística. Aos seis anos de idade, Portinari começa a desenhar e aos nove participou durante vários meses dos trabalhos de restauração da igreja de Brodowski, ajudando os pintores italianos. Aos nove anos, desenhou o retrato de Carlos Gomes, como via numa caixa de cigarros. Em 1918 Portinari, também chamado carinhosamente de "Candinho" pela família, viajou para o São Paulo, para ingressar no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes, na qual estudou desenho e pintura, tendo como professores Rodolfo Amoedo, Batista da Costa, Lucílio de Albuquerque e Carlos Chambelland. Em 1922, Portinari executou um retrato para o Salão de Belas Artes, e ganhou medalha de bronze pelo seu trabalho. Trajetória Em 1928 conquistou o "Prêmio de Viagem ao Estrangeiro", da Exposição Geral de Belas-Artes, de tradição acadêmica. Em 1929 Portinari partiu para a Europa, viajou pela Itália, Inglaterra, Espanha e se fixou em Paris, onde permaneceu até 1930. Ia diariamente aos museus e lá descobriu a pintura moderna. Discutia sobre arte nos cafés e não tinha quase nenhum tempo para pintar. Foi em Paris que Portinari conhece Maria Martinelli, com quem mais tarde se casou. Regressando ao Rio de Janeiro, passou a trabalhar num ritmo intenso, além de participar da comissão destinada a promover a reforma do Salão Nacional de Belas-Artes, no qual os artistas modernos seriam admitidos pela primeira vez. Em 1932, Candido Portinari expôs individualmente. Três anos depois, seu quadro Café recebeu a segunda menção honrosa da Exposição Internacional do Instituto Carnegie, nos Estados Unidos. Em 1936 pintou o seu primeiro mural, para o Monumento Rodoviário na Estrada Rio-São Paulo. Nessa época, foi nomeado professor de pintura do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Em novembro de 1939 expôs 269 trabalhos no Museu Nacional de Belas-Artes. Antes havia executado três grandes painéis para o pavilhão brasileiro na Feira Mundial de Nova Iorque. No mesmo ano nasceu seu único filho, João Cândido. Outra paixão: a neta Denise Em 1960 nasceu sua neta Denise, que passou a ocupar boa parte de seu tempo. Pintou muitos quadros com o retrato dela. Quando não estava com Denise, Portinari passava horas fitando o mar, sozinho. No ano seguinte escreveu um ensaio de oração para a neta. A morte Em janeiro de 1962 sofreu nova intoxicação por chumbo, que já o atacara em 1954. Adoecido, não mais se recuperou. Nessa época, preparava uma grande exposição, com aproximadamente duzentas obras, a convite da prefeitura de Milão. Em 6 de fevereiro Portinari morreu, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava, mas cumprindo a promessa de homenagear a sua terra e o seu povo, através da sua arte. "Daqui fiquei vendo melhor a minha terra. Fiquei vendo Brodowski como ela é". Obras As telas Meninos e piões e Favela são parte do acervo permanente da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano. Outras pinturas conhecidas de Portinari são: Meio ambiente, Colhedores de café, Mestiço, O lavrador de café, O sapateiro de Brodósqui, Menino com pião, Lavadeiras, Grupos de meninas brincando, Menino com carneiro, Cena rural, A primeira missa no Brasil, São Francisco de Assis, Tiradentes, Os retirantes e Futebol. Furto no MASP Uma das obras mais importantes de Portinari, O lavrador de café [1], foi furtada do segundo andar do Museu de Arte de São Paulo na madrugada do dia 20 de dezembro de 2007, em uma ação de três minutos, juntamente com o quadro Retrato de Suzanne Bloch [2], de Pablo Picasso. Estas obras foram resgatadas e restituídas ao museu dia 8 de janeiro de 2008, sem sofrer avarias. Homenagens, títulos e prêmios * 1940 - Chicago (EUA) - A Universidade de Chicago publica o primeiro livro sobre o pintor, Portinari: His Life and Art, com introdução do artista Rockwell Kent * 1946 - Paris (França) - Legião de Honra, concedida pelo governo francês * 1950 - Varsóvia (Polônia) - Medalha de Ouro, pelo painel Tiradentes (1949), concedida pelo júri do Prêmio Internacional da Paz * 1955 - Nova Iorque (EUA) - Medalha de Ouro, como melhor pintor do ano, concedida pelo International Fine Arts Council * 1956 - Nova Iorque (EUA) - Prêmio Guggenheim de Pintura, por ocasião da inauguração dos seus painéis na sede da ONU Bibliografia * Filho, Mário – A infância de Portinari, Edições Bloch, Rio de Janeiro - 1966. * Moreira, Marcos – A vida dos grandes brasileiros - Editora Três - 2003. * Drummond de Andrade, Carlos - Estive em casa de Candinho. In: Confissões de Minas. In: Poesia e prosa: volume único. 8ª ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. p.1354-1356. (Biblioteca luso-brasileira. Série brasileira). * Andrade, Mário de. Portinari, amico mio: cartas de Mário de Andrade a Candido Portinari- Org., introd., notas Annateresa Fabris. Campinas, SP: Mercado de Letras, Ed. Autores Assoc.; Rio de Janeiro: Projeto Portinari, 1995. 160 p. (Coleção Arte: Ensaios e Documentos). * Bento, Antonio. Portinari- Apres. Afonso Arinos; pref. Jayme de Barros. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Léo Christiano, 2003, 396 p. Il * Fabris, Annateresa. Candido Portinari- São Paulo, SP: Edusp, 1996. 191 p. il. (Artistas Brasileiros, 4.) * Kent, Rockwell - Portinari: his life and art. apres. Josias Leão. Chicago, IL: Chicago Univ., 1940, 116 p. il. * Luraghi, Eugenio - Disegni di Portinari, Turim, ITA, 1955, 188 p. il. * Luraghi, Eugenio -Israel: disegni di Portinari. pref. Arie Aroch. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan; New York: H. N. Abrams, 1957, 148 p. il. * Portinari, Antônio. Portinari menino- Apres. Antonio Callado. Rio de Janeiro, RJ: J. Olympio, 1980. 172 p. il. * Portinari, Candido. Sentido social del arte. [Buenos Aires]: Centro Estudiantes de Bellas Artes, 1947, 38 p. il. (Cuadernillos de Cultura). * Portinari, Candido. Poemas de Candido Portinari- Pref. Manuel Bandeira. Rio de Janeiro, RJ: J. Olympio, 1964. 105 p. il.