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Biologia humana O objetivo da biologia humana é estudar todos os ramos da biologia de populações humanas, incluindo genética e variação humanas, ecologia e adaptação humanas, e evolução humana. Pesquisa a natureza, desenvolvimento e causas da variação em populações humanas, incluindo as disciplinas: genética humana, genética de populações, demografia evolutiva, auxologia, fisiologia ambiental, fisiologia do crescimento, ecologia, epidemiologia e envelhecimento. Há uma ampla gama de disciplinas incluídas sob a rubrica de biologia humana, o que pode ser visto na diversidade dos currículos das universidades que oferecem graduação na área, e das revistas científicas especializadas no tema. É um campo interdisciplinar que envolve aspectos biológicos e sociais da origem, desenvolvimento e perspectivas da humanidade. Do ponto de vista biológico, a espécie Homo sapiens, ou espécie humana, é um eucarionte multicelular, cujo desenvolvimento se processa, a partir de um embrião constituído de células totipotentes, por diferenciação em células especializadas. Durante a diferenciação, diferentes genes se tornam ativos em diferentes tecidos, num processo sujeito a complexa regulação. A função metabólica de cada célula depende de, e determina a expressão gênica. Células se organizam em tecidos de função semelhante, e tecidos se organizam em sistemas orgânicos: * sistema cardiovascular * sistema muscular * sistema ósseo * sistema tegumentar * sistema reprodutor * sistema digestivo * sistema respiratório * sistema excretor * sistema imunológico * sistema endócrino * sistema nervoso A biologia do desenvolvimento estuda o desenvolvimento desde o zigoto até o corpo desenvolvido, a anatomia humana estuda a estrutura do corpo humano desenvolvido, e a fisiologia humana estuda o funcionamento desta anatomia. A medicina é a aplicação da biologia humana à patologia, o estudo das doenças. Sistema circulatório O sistema circulatório humano. Em vermelho, o sangue arterial. Em azul, o sangue venoso. O sistema circulatório é constituído por: coração, vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares) e vasos linfáticos. É o responsável pela condução, distribuição e remoção das mais diversas substâncias dos e para os tecidos do corpo. Também, é essencial à comunicação entre vários tecidos. * 1 Funções * 2 Tipos de sistemas circulatório o 2.1 Ausência de sistema circulatório o 2.2 Sistema circulatório aberto (ou lacunar) o 2.3 Sistema circulatório completo o 2.4 Sistema circulatório fechado o 2.5 Sistema circulatório fechado completo * 3 Sistema circulatório nos humanos o 3.1 Circulação pulmonar o 3.2 Circulação sistêmica o 3.3 Outras definições * 4 Ver também * 5 Ligações externas Funções É responsável por conduzir elementos essenciais para todos os tecidos do corpo: oxigênio para as células, hormônios (que são liberados pelas glândulas endócrinas) para os tecidos, condução de dióxido de carbono para sua eliminação nos pulmões, coleta de excreções metabólicas e celulares, entrega de excreções nos órgãos excretores, como os rins, transporte de hormônios, tem importante papel no sistema imunológico na defesa contra infecções, termo-regulação: calor, vasodilatação periférica; frio, vasoconstrição periférica. Transporte de nutrientes desde os locais de absorção até às células dos diferentes órgãos. Tipos de sistemas circulatório Ausência de sistema circulatório Certos animais como a planária (classe Turbellaria, filo Plathelminthes) não apresentam sistema circulatório. Os nutrientes, gases e excretas são transportados por difusão, célula a célula. É eficiente apenas para animais de dimensões reduzidas, com elevada relação S/V (Superfície/Volume). Isso é comum em poríferos, cnidários, platelmintos e nematelmintos. Sistema circulatório aberto (ou lacunar) O sistema circulatório dos artrópodes e maioria dos moluscos é aberto. Este tipo de sistema circulatório não apresenta capilares nem veias; um ou mais corações, com 2 a 3 câmaras (aurículas e ventrículos), bombeiam o sangue (hemolinfa é um nome mais apropriado para esse caso, devido ao fato de que não há pigmento na hemolinfa) por um vaso dorsal. O sangue então dirige-se a cavidades chamadas seios ou lacunas na massa visceral ou manto, e volta quando o coração relaxa, através de orifícios chamados ostíolos. É chamado sistema circulatório aberto, porque nem todo o trajeto do sangue é percorrido dentro de vasos. Sistema circulatório completo Um sistema circulatório diz-se completo quando o sangue venoso separa-se completamente do sangue arterial. Sistema circulatório fechado Um sistema circulatório diz-se fechado quando as células do sangue estão sempre dentro de vasos sangüíneos. Este sistema é composto por um líquido, que leva nutrientes às células e elimina seus resíduos. O líquido, bombeado pelo coração, pode ser incolor, chamado de hemolinfa (presente nos insetos) ou plasma (chamado sangue). Nos seres humanos o sangue está em circuito fechado formado pelo coração, artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias. Sistema circulatório fechado completo O sistema circulatório é fechado em todos os seres do subfilo dos vertebrados (dividido em sete classes, três classes de peixes, e as outras de anfíbios, répteis, aves e mamíferos), exceto nos Ciclostomata (peixe-bruxa e lampreia) além dos anelídeos e cefalópodes, na qual o sangue nunca sai da rede de vasos sanguíneos composta por veias, artérias e capilares. Os sistemas das várias classes de vertebrados mostram vários estágios evolutivos, sendo que o do peixe é o menos evoluído, e o dos mamíferos e aves são os mais evoluídos. No peixe, o sistema circulatório é simples; o sangue sai do coração, circula pelas brânquias (onde o sangue é oxigenado), pelos capilares do corpo, voltando para o coração no final do ciclo. Portanto, o coração do peixe é uma única bomba (composta de duas câmaras). Nos anfíbios e répteis, há sistema circulatório duplo; o que quer dizer que há dois ciclos pelo qual o sangue passa, um no qual o sangue é oxigenado e outro no qual ele é distribuído pelo corpo. No entanto, nem sempre o coração é totalmente separado em duas bombas. Os anfíbios possuem um coração com três câmaras. Nas aves e mamíferos (que também apresentam sistema fechado duplo), o coração é claramente separado em duas bombas e é formado por quatro câmaras. Sistema circulatório nos humanos O sistema circulatório humano é composto de sangue, sistema vascular e coração. O coração é o orgão que bombeia o sangue. O sistema vascular é composto pelos vasos sanguíneos: artérias, veias e capilares. As artérias são os vasos pelos quais o sangue sai do coração. Como a pressão do sangue no lado arterial é maior, comparando com as veias, a parede das artérias é mais espessa. As veias são os vasos que trazem o sangue para o coração, dentro das veias há válvulas que, se o sangue começa a fluir na direção contraria do coração, fecham-se impedindo o refluxo do sangue. Os capilares são vasos microscópicos, com parede de apenas uma célula de espessura e que são responsáveis pelas trocas de gases e nutrientes entre o sangue e o meio interno. O sangue segue um caminho contínuo, passando duas vezes pelo coração antes de fazer um ciclo completo. Pode-se dividir desta maneira o sistema circulatório em dois segmentos: a circulação pulmonar e a circulação sistêmica. Circulação pulmonar A circulação pulmonar ou pequena circulação se inicia no tronco da artéria pulmonar, seguindo pelos ramos das artérias pulmonares, arteríolas pulmonares, capilares pulmonares, vênulas pulmonares, veias pulmonares e desagua no átrio esquerdo do coração. Na sua primeira porção, transporta sangue venoso. Nos capilares pulmonares o sangue é saturado em oxigênio, transformando-se em sangue arterial. Circulação sistêmica A circulação sistêmica ou grande circulação inicia-se na aorta, seguindo pelos seus ramos arteriais e na seqüência pelas arteríolas sistêmicas, capilares sistêmicos, vênulas sistêmicas e veias sistêmicas, estas se unindo em dois grandes troncos, a veia cava inferior e a veia cava superior. Ambas desaguam no átrio direito do coração. Sua primeira porção transporta sangue arterial. Nos capilares sistêmicos o sangue perde oxigênio para os tecidos e aumenta seu teor de gás carbônico, passando a ser sangue venoso. Outras definições Circulação visceral - É a parte da circulação sistêmica que supre os orgãos do sistema digestivo. Circulação portal hepática - O sangue venoso dos capilares do trato intestinal drena na veia portal, que invés de levar o sangue de volta ao coração, leva-o ao fígado. Isso permite que este orgão, receba nutrientes que foram extraídos da comida pelo intestino. O fígado também neutraliza algumas toxinas recolhidas no intestino. O sangue segue do fígado às veias hepáticas e então veia cava inferior, e então ao lado direito do coração, entrando no átrio direito e voltando para o início do ciclo, no ventrículo direito. Circulação fetal - O sistema circulatório do feto é diferente, já que o feto não usa pulmão, mas obtém nutrientes e oxigênio pelo cordão umbilical. Após o nascimento, o sistema circulatório fetal passa por diversas mudanças anatômicas, incluindo fechamento do duto arterioso e foramen ovale. Circulação coronária - É o conjunto das artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias próprios do coração. São considerados separadamente por sua importância médica e porque sua fisiologia (modo de funcionamento) apresenta aspectos particulares. Sistema muscular O sistema muscular dos animais é o conjunto de órgãos (músculos) que lhes permite moverem-se, tanto externa, como internamente. O sistema muscular dos vertebrados é formado por três tipos de músculo: cardíaco, estriado e liso. Os músculos estriados são controlados pela vontade do homem, e por serem ligados aos ossos permitem a movimentação do corpo. Os músculos lisos são involuntários e trabalham para movimentar os órgãos internos (exemplo: movimentos do esôfago). O músculo cardíaco é um músculo estriado, que move o coração; no entanto, possui como característica não estar sob qualquer controle voluntário, sendo por isso colocado a parte. O movimento dos músculos é controlado pelo sistema nervoso. Existem mais de 650 músculos no corpo humano. O sistema nervoso recebe as informações do corpo e reage de acordo com elas. Facilmente se percebe que qualquer problema ou alteração existente no corpo afeta o sistema nervoso. Da mesma forma se queremos um corpo saudável temos de ter um sistema nervoso saudável. E para que o nosso sistema nervoso seja saudável, há que ter um sistema craneo sacral saudável e em bom funcionamento. Desta forma quando o sistema craneo sacral funciona bem, também o sistema nervoso funciona melhor e dessa forma todo o nosso sistema muscular funciona melhor. Esqueleto humano Esquema do esqueleto humano O esqueleto humano tem como função principal sustentar e dar forma ao corpo, mas também proteger determinados órgãos vitais, como, por exemplo, o cérebro, que é protegido pelo crânio, e também os pulmões e o coração, que são protegidos pelas costelas e pelo esterno. Os ossos do corpo humano variam de formato e tamanho, sendo o maior deles o fêmur, que fica na coxa, e o menor o estribo que fica dentro do ouvido médio. É nos ossos que se prendem os músculos, por intermédio dos tendões. O esqueleto feminino difere um pouco do masculino, como, por exemplo, na pélvis, cujo formato favorece a saída de um bebê do ventre da mãe. Fazem parte também do esqueleto humano, além dos ossos, os tendões, ligamentos e as cartilagens. Funções em geral dos ossos * sustentação do corpo * locomoção * proteção dos órgãos vitais como o coração, pulmão e encéfalo * produção de células sanguíneas * reserva de cálcio * 1 Tipos de ossos * 2 Curiosidades * 3 Ver também * 4 Ligações externas Tipos de ossos * Ossos longos: Têm o comprimento maior que a largura e a espessura. Ex: fêmur, tíbia, rádio, ulna. * Ossos curtos: Têm equivalência em todas as suas dimensões. Ex:ossos do carpo e ossos do tarso. * Ossos sezamóides: Todo o osso que se desenvolve no interior de alguns tendões. Ex: patela. * Ossos laminares ou planos: Têm o comprimento e a largura maior que a espessura. Ex: escápula, ilíaco, costelas, etc. * Ossos irregulares: Não têm equivalência em nenhuma de suas dimensões. Ex: vértebras, sacro, etc. * Ossos pneumáticos: Todo o osso que tem ar em seu interior. Ex: crânio, frontal, esfenóide, maxilar, etc. Curiosidades * Os ossos já estão presentes desde as primeiras semanas de vida no útero materno e ficam completamente formados por volta dos 25 anos de idade. * Enquanto o esqueleto de um individuo adulto é formado por 206 ossos, o de um recém nascido tem 300. Sistema tegumentar Sistema tegumentar é o sistema de proteção dos corpos dos seres vivos e engloba a pele, pêlos e unhas. Ele é composto por camadas como derme e epiderme (parte mais externa). Reveste todos os órgãos vivos e constitui barreira de proteção contra a entrada de micro-organismos no ser vivo. * 1 Funções * 2 Derme * 3 Epiderme * 4 Tecido subcutâneo * 5 Unhas e pêlos * 6 Veja também Funções Revestimento: * Pêlos * Penas * Escamas Proteção: * Queratina (impermeabilizante) Secreção: * Gordura (glândulas sebáceas) Derme A derme, localizada imediatamente sob a epiderme, é um tecido conjuntivo que contém fibras protéicas, vasos sangüíneos, terminações nervosas, órgãos sensoriais e glândulas. As principais células da derme são os fibroblastos, responsáveis pela produção de fibras e de uma substância gelatinosa, a substância amorfa na qual os elementos dérmicos estão mergulhados. Camadas: * o Papilar o Reticular Epiderme Anexos da epiderme: * Dentes * Chifres * Esgalhos * Unhas * Pêlos A epiderme penetra na derme e origina os folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas sudoríparas. Na derme encontramos ainda: músculo eretor de pêlo, fibras elásticas (elasticidade), fibras colágenas (resistência), vasos sangúíneos e nervos. Camadas: * o Basal o Espinhosa o Granulosa o Lúcida o Córnea Tecido subcutâneo Sob a pele, há uma camada de tecido conjuntivo frouxo, o tecido subcutâneo, rico em fibras e em células que armazenam gordura (células adiposas ou adipócitos). A camada subcutânea, denominada hipoderme, atua como reserva energética, proteção contra choques mecânicos e isolante térmico. Unhas e pêlos Unhas e pêlos são constituídos por células epidérmicas queratinizadas, mortas e compactadas. Na base da unha ou do pêlo há células que se multiplicam constantemente, empurrando as células mais velhas para cima. Estas, ao acumular queratina, morrem e se compactam, originando a unha ou o pêlo. Cada pêlo está ligado a um pequeno músculo eretor, que permite sua movimentação, e a uma ou mais glândulas sebáceas, que se encarregam de sua lubrificação. Veja também Aparelho reprodutor (Redirecionado de Sistema reprodutor) O sistema reprodutor é o conjunto de interacções entre órgãos ou substâncias dentro de um organismo que dizem respeito unicamente à reprodução. Como exemplo, inclui-se, no caso dos mamíferos-fêmea, as hormonas de estrogénio, o útero e os ovários, mas não os seios. Também são incluídos os gâmetas. Compare com anatomia sexual. Aparelho digestivo (Redirecionado de Sistema digestivo) Aparelho digestório humano. Aparelho digestório humano. O aparelho digestivo ou digestório ou ainda sistema digestório é o sistema que, nos humanos, é responsável por obter dos alimentos ingeridos os nutrientes necessários às diferentes funções do organismo, como crescimento, energia para reprodução, locomoção, etc. É composto por um conjunto de órgãos que têm por função a realização da digestão. * 1 Divisões o 1.1 Trato gastrointestinal superior o 1.2 Trato gastrointestinal inferior o 1.3 Glândulas acessórias * 2 Ver também Divisões O tubo digestivo é dividido em trato gastrointestinal superior, trato gastrointestinal inferior e glândulas acessórias. Trato gastrointestinal superior Boca: onde ocorre o processo de mastigação que junto da salivação, secreção das glândulas salivares (água, muco e enzima), degradam o amido, ação da ptialina (que inicia o processo de digestão dos carboidratos presente no alimento), em maltose. * Faringe: Auxilia no processo de deglutição (ato de engolir). * Esôfago: Canal de passagem aonde o bolo alimentar é empurrado por meio de contrações musculares (movimentos peristálticos) até o estômago. * Estômago: Começa o processo de quimificação, aonde atua a pepsina, enzima que transforma (quebra) as proteínas em peptídeos (cadeias menores de aminoácidos). O estômago é um órgão em formato de bolsa com o ph em torno de 2 (muito ácido). Ele pode ficar horas misturando o bolo alimentar em seu interior com a secreção gástrica (água, muco, ácido clorídrico e enzimas). O bolo alimentar torna-se mais líquido e ácido passando a se chamar quimo e vai sendo, aos poucos, encaminhado para o duodeno. Trato gastrointestinal inferior * Intestino o Intestino delgado: São produzidas em sua parede as enzimas: peptidase (digestão de proteínas), maltase (digere a maltose), lactase (digere a lactose) e a sacarase (digere a sacarose). A superfície interna, ou mucosa, dessa região, apresenta, além de inúmeros dobramentos maiores, milhões de pequenas dobras, chamadas vilosidades (aumenta a superfície de absorção intestinal). As membranas das próprias células do epitélio intestinal apresentam, por sua vez, dobrinhas microscópicas denominadas microvilosidades. O intestino delgado também absorve a água ingerida, os íons e as vitaminas. Ele se divide em duodeno, jejuno e íleon. + Duodeno: Dividido em quatro partes com forma de C, é no duodeno que o suco pancreático (neutraliza acidez do quimo e faz a digestão de proteínas, de carboidratos e de gorduras) e a secreção biliar (emulsificação de gorduras) agem atacando a quimo e a transformando em quilo. Possuí as glândulas de Brünner que secretam muco nas paredes do intestino delgado. + Jejuno: Começa a absorção dos nutrientes. Faz continuação ao duodeno, recebe este nome porque sempre que é aberto se apresenta vazio. + Íleo: É o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno. Recebe este nome por relação com osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são mais finas e menos vascularizadas que o jejuno. o Intestino grosso: Dividido em 4 partes: ceco (cecum), cólon , apêndice e o reto. É o local de absorção de água, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas. Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus. Fortíssimas ondas peristálticas, denominadas ondas de massa, ocorrem eventualmente e são capazes de propelir o bolo fecal, que se solidifica cada vez mais, em direção às porções finais do tubo digestório: os cólons, sigmóide e reto. + Apêndice: É uma pequena extensão tubular terminada em fundo cego. + Ceco: É a porção inicial do intestino grosso segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco - válvula ileocecal. No fundo do ceco encontramos uma ponta chamada apêndice cecóide ou vermicular. + Cólon: É a região intermediária, um segmento que se prolonga do ceco até o ânus. + Sigmóide + Reto: É a parte final do tubo digestivo e termina-se no canal anal. Ele possui geralmente 3 pregas em seu interior e é uma região bem vascularizada. Pode ser avaliado através do toque retal, retoscopia ou retosigmoideoscopia. É no canal anal que ocorrem as hemorróidas que nada mais são que varizes nas veias retais inferiores. * Ânus: Controla a saída das fezes, localizado na extremidade do intestino grosso Glândulas acessórias Ao tubo digestivo estão associadas glândulas que produzem sucos digestivos ricos em enzimas e outras substâncias que ajudam a dissolver os alimentos. O fígado intervem, ainda que não produza qualquer suco digestivo mas, sim, a bílis que funciona como emulsificante (ajuda a quebrar a gordura em gotas de pequena dimensão, de forma a facilitar a absorção, ou seja, a digestão). As glândulas/órgãos/estruturas anexas são: * Glândulas salivares * Glândulas pubianas (na pele do púbis) * Glândulas gástricas (na parede interna do estômago) * Glândulas intestinais (na parede interna do intestino delgado) * Pâncreas * Fígado Sistema respiratório Sistema respiratório. Sistema respiratório. Sistema respiratório é o conjunto de órgãos responsáveis pela entrada, filtração, aquecimento, umidificação e saída de ar do nosso organismo. Faz as trocas gasosas do organismo com o meio ambiente, oxigenando o sangue e possibilitando que ele possa suprir a demanda de oxigênio do indivíduo para que seja realizada a respiração celular. O processo de troca gasosa no pulmão — oxigênio por dióxido de carbono — é conhecido como hematose pulmonar. Os órgãos do sistema respiratório, além de dois pulmões, são: fossas nasais, boca, faringe (nasofaringe), laringe, traquéia, brônquios (e suas subdivisões), bronquíolos (e suas subdivisões), diafragma e os alvéolos pulmonares reunidos em sacos alveolares. Em condições normais de respiração, o ar passa pelas fossas nasais onde é filtrado por pêlos e muco e aquecido pelos capilares sanguíneos do epitélio respiratório (tecido altamente vascularizado). Passa então pela faringe, laringe, traquéia, brônquios, bronquíolos (lat. pequenos brônquios), depois alvéolos (onde ocorre a hematose). A função do sistema respiratório é basicamente garantir as trocas gasosas com o meio (hematose), mas também ajuda a regular a temperatura corpórea, o ph do sangue e liberar água. Os componentes são nasofaringe, laringe, traquéia e os pulmões. A inspiração e a expiração são processos passivos do pulmão já que ele não se movimenta, isso fica a cargo do diafragma, dos músculos intercostais e da expansibilidade da caixa torácica, que garante a conseqüente expansão do pulmão graças à coesão entre pleura parietal (fixa na caixa torácica) e a pleura visceral (fixa no pulmão). O ar inspirado(ou seja, o que entra), rico em oxigênio, passa pelas vias respiratórias, sendo filtrado, umedecido, aquecido e levado aos pulmões. No íntimo pulmonar o oxigênio do ar inspirado entra na circulação sanguínea e o dióxido de carbono do sangue venoso é liberado nos aovéolos para que seja eliminado com o ar expirado. O ar expirado é pobre em oxigênio, rico em dióxido de carbono e segue caminho oposto pelo trato respiratório(gás carbônico). A respiração é um processo "semi-automático", que permite a intervenção do sistema nervoso central, mas normalmente é controlada pelo bulbo (que controla a amplitude e frequência da respiração), o diafragma é controlado pelo nervo frênico. O bulbo é sensível às variações de pH do sangue. Ao faltar oxigênio na corrente sanguínea, ocorre um aumento da concentração do ion bicarbonato ( HCO3? , forma na qual ocorre a maior parte do transporte de CO2 no sangue) de caráter ácido, acarretando uma redução do pH e a consequente resposta do bulbo a esta variação, que consiste em aumentar a frequência respiratória. Vias respiratórias São assim denominadas as estruturas responsáveis pelo transporte do ar aos pulmões no organismo humano. Essas estruturas são anatomicamente separadas em: * Fossas nasais (nasofaringe) * Faringe * Laringe * Traquéia * Brônquios, subdivididos em: o Brônquios principais o Brônquios lobares o Brônquios segmentares * Bronquíolos (respiratórios e terminais) * Alvéolos O epitélio respiratório (pseudoestratificado, ciliado, não-queratinizado) é a mucosa que reveste boa parte do trato respiratório, estendendo-se das fossas nasais até os brônquios. Esse epitélio é responsável pela filtração, aquecimento, e umidificação do ar inspirado. A filtração é possível graças à presença de muco secretado pelas células caliciformes e dos cílios que orientam seus batimentos em direção à faringe, impedindo a entrada de partículas estranhas no pulmão; enquanto o aquecimento é garantido pela rica vascularização do tecido, principalmente nas fossas nasais. A laringe tem importante função ao impedir a entrada de alimento nas vias aéreas inferiores e garantir a fonação. Ela é formada por nove peças de cartilagem: a cartilagem tireóide, localizada anteriormente e em forma de duas placas formando um diedro, esta é a cartilagem da laringe que forma a proeminência laríngea ou pomo-de-adão; inferiormente instala-se a cartilagem cricóide, que possui um formato de anel e conecta-se com a extremidade superior da traquéia; posteriores à cartilagem tireóide está o par de cartilagens aritenóides, que são presas à região supero-posterior da catilagem cricóide; fixas sobre cada cartilagem aritenóide encontra-se uma cartilagem corniculada; anteriores às cartilagens aritenóides e posteriores à cartilagem tireóide encontram-se as duas cartilagens cuneiformes; e por cima da estrutura da laringe se encontra a cartilagem epiglótica, mobilizável pelos músculos da laringe para fechar a epiglote durante a deglutição. Todas essas cartilagens são unidas por tecido fibroso e músculos. As pregas vocais (antigas cordas vocais) são duas pregas músculo-membranosas presentes na parede posterior da cartilagem tireóide, que aumentam ou reduzem a luz da rima da glote (abertura entre as pregas vocais) produzindo sons durante a passagem de ar. A traquéia é formada por anéis incompletos de cartilagem em forma de "C", feixes musculares lisos, uma capa interna de epitélio respiratório, e mais externamente de tecido conjuntivo que envolve todas essas estruturas. Inferiormente se subdivide e da origem a dois brônquios que penetram no pulmão pelo hilo do pulmão. Os brônquios, à medida que penetram no pulmão, vão sofrendo sucessivas ramificações até virarem bronquíolos terminais. Sistema excretor Designa-se como sistema excretor qualquer conjunto de órgãos que, num organismo, é responsável pela manutenção do meio interno, regulação do teor de água e sais minerais e eliminação de resíduos nitrogenados formados durante o metabolismo celular. No ser humano podemos considerar como sistemas excretores o sistema urinário (onde é produzida a urina) e a pele (que produz suor através das glândulas sudoríparas). O sistema respiratório, ao eliminar dióxido de carbono, que é um dos principais resíduos da respiração celular, é por vezes, também incluído neste grupo por alguns autores (ainda que, na verdade, não seja responsável pela produção de uma "excreção" no sentido próprio da palavra). * 1 Função * 2 Conceitos básicos o 2.1 Componentes do sistema urinário humano * 3 Principais Catabólitos Função Eliminar as substâncias que estão em excesso, para manter o equilíbrio, chamado de equilíbrio dinâmico, que é fundamental para o bom funcionamento da célula com o meio. Homeostase. Conceitos básicos - Diálise do sangue: Filtração do sangue pelo rim; - Diurese: Processo de formação da urina; - Micção: Ato de urinar; - Substância diurética: Aumenta a formação da urina; - Cálculo Renal: Pedras nos rins ou Ureter, causada pela má alimentação e a falta de água. Trata-se com medicamentos ou ultra-som. - Infecção urinária (cistite): Ardência na micção. Lesões na uretra por traumatismo ou bactérias. Componentes do sistema urinário humano * Néfron - Unidade funcional dos rins; - Etapas da atividade renal em cada néfron: * Ultrafiltração renal nos glomérulos. Passagem de água, íons, aminoácidos, glicose e vitaminas do plasma para a cápsula de Bowman. * O filtrado glomerular passa para o túbulo contorcido proximal, ocorrendo transporte activo de sódio de volta para o sangue. Processo este estimulado pelo hormônio chamado aldosterona (das supra-renais). * Na alça de Henle, há reabsorção de água, e a urina primária torna-se mais concentrada. Este é o local de maior reabsorção de água. * No túbulo contorcido distal volta a acontecer o transporte activo, com reabsorção de glicose e aminoácidos. Mas neste local também há reabsorção passiva de água, estimulada pelo ADH (hormônio antidiurético). * O líquido que chega nos tubos colectores já não contém mais aminoácidos, glicose ou vitaminas, o seu teor de água é relativamente pequeno, e ele já pode ser considerado urina. - Substâncias reabsorvidas: Água, Glicose, Eletrólitos, Aminoácidos, Vitaminas; - Substâncias excretadas: Água, Uréia, Ácido Úrico, Amônia, Creatinina, Resíduos metabólicos; Controle Hormonal da Diurese: ADH - Hormônio Anti-Diurético; - Produção na Hipófise (glândula do cérebro que produz e armazena hormônios); - Actua no Néfron aumentando a reabsorção, e portanto diminuindo a diurese. Obs: O álcool inibe a produção de ADH, aumentando assim a diurese. Diabetes insípida : - Diminui a produção do ADH; - Poliúrica; - Desidratação intensa; - Sede excessiva; Excreção nos animais: - Difusão Direta: Invertebrados inferiores, com exceção dos platelmintos que possuem célula-flama, especializada na excreção. Os anelídeos possuem nefrídias e os insetos fazem sua excreção através dos túbulos de Malpighi; - Rins: Todos os vertebrados fazem excreção através dos rins; - Pronefros: Próximos à cabeça, estão tubos em nefróstoma, presentes nos ciclóstomos; - Mesonefros: Região média do corpo, tubos com nefróstoma e glomérulos. Como nos peixes e anfíbios; - Metanefros: Região posterior do corpo, apenas com glomérulos. Répteis, aves e mamíferos. Principais Catabólitos - Amônia: Excretada por animais aquáticos, muito solúvel em água e muito tóxica, por isso deve ser diluída em alto volume de água. Chamados de amoniotélicos. - Uréia: Excretada por animais terrestres não ovíparos (anfíbios e mamíferos), menos tóxica que a amônia. O que representa uma economia hídrica. Chamados de ureotélicos. - Ácido Úrico: O menos tóxico dos três, e também o menos solúvel em água. Excretado por insetos e vertebrados ovíparos terrestres (maioria dos répteis e aves). Chamados de uricotélicos. Sistema imunitário (Redirecionado de Sistema imunológico) Este é um artigo destacado. Clique aqui para mais informações. Livro de estilo/Cite as fontes ATENÇÃO: Este artigo ou secção não cita as suas fontes ou referências, em desacordo com a política de verificabilidade. Ajude a melhorar este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto ou em notas de rodapé. Neutrófilos rodeados de Hemácias O sistema imunológico, também conhecido como sistema imunitário, compreende todos os mecanismos pelos quais um organismo multicelular se defende de invasores internos, como bactérias, vírus ou parasitas. Existem dois tipos de mecanismos de defesa: os inatos ou não específicos, como a proteção da pele, a acidez gástrica, as células fagocitárias ou a secreção de lágrimas; e o sistema imunitário adaptativo, como a ação direccionada dos linfócitos e a sua produção de anticorpos específicos. * 1 Mecanismos inatos ou não especificos o 1.1 Barreiras físicas o 1.2 Fagócitos o 1.3 Sistema complemento o 1.4 Resposta inflamatória * 2 Sistema imunitário adaptativo ou específico o 2.1 Linfócitos B e produção de anticorpos o 2.2 Linfócito T8 e citotoxicidade o 2.3 Fagócitos o 2.4 Linfócito T4 e supervisão da resposta * 3 Outras células * 4 Citocinas * 5 Orgãos linfóides * 6 Alergias, doença autoimune, leucemias, transplantes e imunodeficiência * 7 Farmacologia e vacinas * 8 Ver também Mecanismos inatos ou não especificos O sistema inato é composto por todos os mecanismos que defendem o organismo de forma não específica, contra um invasor, respondendo da mesma forma, qualquer que ele seja. Constituem as estratégias de defesa mais antigas, sendo algumas destas formas encontradas nos seres multicelulares mais primitivos, nas plantas e fungos. Barreiras físicas * A pele é a principal barreira. A sua superfície lipofílica é constituída de células mortas ricas em queratina, uma proteína fibrilar, que impede a entrada de microorganismos. As secreções ligeiramente ácidas e lípidicas das glândulas sebácea e sudorípara criam um microambiente cutâneo hostil ao crescimento excessivo de bactérias. * O ácido gástrico é uma poderosa defesa contra a invasão por bactérias do intestino. Poucas espécies são capazes de resistir ao baixo pH e enzimas destruidoras que existem no estômago. * A saliva e as lágrimas contêm enzimas bactericidas, como a lisozima, que destroem a parede celular das bactérias. * No intestino, as numerosas bactérias da flora normal competem com potenciais patogénios por comida e locais de fixação, diminuindo a probabilidade de estes últimos se multiplicarem em número suficiente para causar uma doença. É por isso que o consumo de demasiados antibióticos orais pode levar à depleção da flora benigna normal do intestino. Com cessação do tratamento, espécies perigosas podem multiplicar-se sem competição, causando, posteriomente, diversas doenças. * O muco é outra defesa, revestindo as mucosas. Ele sequestra e inibe a mobilidade dos corpos invasores, sendo a sua composição hostil para muitos microorganismos. Além disso, contém anticorpos do tipo IgA. Fagócitos Os fagócitos são as células, como neutrófilos e macrófagos, que têm a capacidade de estender porções celulares (pseudópodes) de forma direcionada, englobando uma partícula ou microorganismo estranho. Este microrganismo é contido num vacúolo, o fagossoma, que depois é fundido com lisossomas, vacúolos ricos em enzimas e ácidos, que digerem a particula ou organismo. Os fagócitos reagem a citocinas produzidas pelos linfócitos, mas também fagocitam, ainda que menos eficazmente, de forma autónoma sem qualquer estimulação. Naturalmente esta forma de defesa é importante contra infecções bactérianas, já que virus são demasiado pequenos e a maioria dos parasitas demasiado grandes para serem fagocitados. A fagocitose também é importante na limpeza dos detritos celulares após infecção ou outro processo que leve a morte celular nos tecidos. No entanto os fagocitos morrem após algumas fagocitoses, e se o numero de invasores e de detritos for grande, poderão ambos, fagocitos e bactérias, ficar presos num liquido pastoso e rico em proteínas estruturais, que se denomina pús. Além disso estas células produzem radicais livres, formas altamente reactivas de oxigénio, que danificam as bactérias e outros invasores além dos tecidos a sua volta. Algumas bactérias como o Mycobacterium tuberculosis, que causa a tuberculose, têm mecanismos de defesa contra a digestão após fagocitose, e sobrevivem dentro do fagócito parasitando-o e escondendo-se aí dos linfócitos. Fagócitos e células relacionadas: * Neutrófilos: são granulócitos, fagocíticos móveis, o mais abundante e é sempre o primeiro a chegar ao local da invasão e sua morte no local da infecção forma o pus. Eles ingerem, matam e digerem patógenos microbianos. São derivados dos mastócitos e basófilos. * Macrófago: célula gigante, sendo forma madura do monócito, tem capacidade de fagocitar e destruir microorganismos intracelulares. A sua diferenciação é estimulada por citocinas. É mais eficaz na destruição dos microorganismos , tem vida longa ao contrário do neutrófilo.São móveis e altamene aderentes quando em atividade fagocítica.Macrófagos especializados incluem: células de Kupffer (figado), células de Langerhans (pele) e células da Glia (Sistema Nervoso Central). * Basófilo e Mastócito: são granulócitos polimorfonucleados que produzem citocinas em defesa contra parasitas, também são responsáveis pela inflamação alégica mediadas por IgE. * Eosinófilo: São granulócitos polimorfonucleados que participam na defesa contra parasitas também participando de reações de hipersensibilidade via mecanismo de citotoxidade. Envolvido em manifestações de alergia e asma, via espeficidade por antígeno IgE. Os neutrófilos, eosinófilos e basófilos também são conhecidos como polimorfonucleados (devido aos seus núcleos lobulados) ou granulócitos. Sistema complemento O sistema complemento é um grupo de proteínas produzidas pelo fígado, presentes no sangue. Elas reconhecem e ligam-se a algumas moléculas presentes em bactérias(via alternativa), ou são activados por anticorpos ligados a bactérias (via clássica). Então inserem-se na membrana celular do invasor e criam um poro (chamdo de MAC, ou Complexo de Ataque a Membrana), pelo qual entra água excessiva, levando à lise (rebentamento osmótico da célula). Outras proteínas não especificas incluem a proteína c-reactiva, que também é produzida no fígado e se liga a algumas moléculas comuns nas bactérias mas inexistentes nos humanos, activando o complemento e a fagocitose. Resposta inflamatória A resposta inflamatória é fundamentalmente uma reação inespecífica, apesar de ser na prática controlada pelos mecanismos específicos (pelos linfócitos). Caracteriza-se por cinco sintomas e sinais, definidos na antiguidade greco-romana: calor, rubor, tumor (edema), dor e em último caso (crôcicos) perda da função. A inflamação é desencadeada por fatores libertados pelas células danificadas, mesmo se por danos mecânicos. Esses mediadores (bradicinina, histamina) sensibilizam os receptores da dor, e produzem vasodilatação local (rubor e tumor), mas também atraem os fagócitos, principalmente neutrófilos (quimiotaxia). Os neutrofilos que chegam primeiro fagocitam invasores presentes e produzem mais mediadores que chamam linfócitos e mais fagócitos. Entre as citocinas produzidas, as principais sao InterLeucina 1 (IL-1) e TNF (Fator de necrose Tumoral) Sistema imunitário adaptativo ou específico Todo o sistema específico se concentra na capacidade das células imunitárias distinguirem proteínas produzidas pelas células do próprio corpo (antigénio "self" - ou seja do próprio organismo), e proteínas produzidas por invasores ou pelas células humanas sob o controlo de vírus (antigénio "non-self" - ou seja, que não é reconhecido como sendo do próprio organismo). Esta distinção é feita através de receptores, os TCR (T-cell receptors) ou BCR (B cell receptors que são anticorpos presos à membrana). Estes receptores, TCR ou BCR, para serem eficazes têm de ser produzidos com milhões de conformações. De outro modo não se ligariam a muitos tipos de proteínas de invasores, e não os reconheceriam. Esta diversidade de receptores não caberia no genoma da célula, e milhões de genes, cada um para cada receptor possível, não seria prático. O que acontece é que há algumas famílias de genes, tendo cada uma vários membros ligeiramente diferentes. Através de um processo especial e único nas células humanas, estes genes nos linfócitos recombinam-se, um de cada família, num único gene, de forma totalmente aleatória. Assim, por exemplo, cada anticorpo ou BCR dos linfócitos B tem seis porções, e é criado de dois genes únicos desse lifócito, gerados pela recombinação (união) de um gene aleatório de cada família. Se houver seis famílias, com 50, 30, 9, 6, 40, 5 membros, o número possível total de anticorpos diferentes é de 50x30x6x9x40x5 = 16 milhões. Além disso há outros processos muito complexos que aumentam a diversidade dos BCR ou TCR ainda mais, por mutação acelerada dos genes em causa. A variabilidade dos anticorpos é na práctica ilimitada, e o sistema imunitário cria anticorpos contra qualquer molécula, e mesmo contra moléculas artificiais nunca existentes na natureza. Muitos dos TCR e BCR assim gerados vão reagir com péptidos próprios. Uma das funções do Timo e Medula óssea é manter os jovens linfócitos sequestrados até que seja possivel determinar quais reagem com moléculas do próprio organismo. Essa função é feita por células especializadas desses orgãos que apresentam aos linfócitos jovens moléculas produzidas por elas (e portanto próprias). Todos os linfócitos que reagem a elas são destruidos, e apenas aqueles indiferentes a própria (mais possivelmente reactivos a não-próprios) são largados na corrente sanguinea. Os linfocitos que não reagem a própria são milhões, cada um com milhões de configurações possiveis de receptores e haverá inclusive vários, cada um com receptor para zonas diferentes de cada proteína microbiana possivel. A esmagadora maioria dos linfócitos nunca encontra uma proteina para a qual o seu receptor seja espécifico. Aqueles poucos que a encontram, são estimulados e multiplicam-se. São geradas células efectoras com o receptor espécifico (produtoras de anticorpos ou citotóxicas, ou ainda coordenadoras) e células memória. As células de memória são quiescentes, têm vida longa e são capazes de reconhecer esse antigénio mesmo muito depois, multiplicando-se em maior numero e respondendo mais rapidamente a infecções futuras. O sistema imunitário especifico é controlado e efectuado largamente pelos linfócitos. Há vários tipos de linfócitos. Linfócitos B e produção de anticorpos Estrutura dos anticorpos, com duas regiões de ligação ao antígenio e uma região constante de interacção com leucócitos Estrutura dos anticorpos, com duas regiões de ligação ao antígenio e uma região constante de interacção com leucócitos Os linfócitos B possuem um BCR, que é em tudo semelhante ao anticorpo, mas está preso na membrana. Os linfócitos B concentram-se nos ganglios linfáticos, onde filtram a linfa, à espera de uma molécula que seja não-self e reaja especificamente com o seu receptor aleatório. Para cada molécula possivel há vários linfócitos específicos. Logo assim que haja uma ligação específica antigênio-receptor e se o linfócito for estimulado simultaneamente por citocinas produzidas pelos linfócitos T CD4+ (reguladores,ou Helper), eles multiplicam-se e diferenciam-se em plasmócitos e em células-memória. Estas, se a infecção se repetir muitos anos depois, podem iniciar a reposta mais rapidamente. Os plasmócitos produzem então grandes quantidades BCR solúvel e não preso à membrana, ou seja, anticorpos específicos para aquela molécula. Os anticorpos são assim proteinas receptoras livres no sangue, que são especificas e se ligam à molecula não-self e possivelmente invasora. Os anticorpos podem assim ligar-se a antígenos na superfície de bactérias, virus ou parasitas. Eles os eliminam de várias formas. Podem neutralizar o invasor directamente (cobrindo a superficie de um virus e impedindo-o de se ligar aos seus receptores nas células por exemplo); atrair fagócitos (que reconhecem e são estimulados por eles); activar o sistema complemento de forma a lisa-los; ou ainda estimular as células citotóxicas (assassinas) para destruirem as células identificadas pelo anticorpo. Os linfócitos que produzem anticorpos algo eficazes (do tipo IgM) ainda sofrem novo processo de selecção nos foliculos linfóides. Aí, multiplicam-se rodeadas de linfócitos T CD4+ que secretam citocinas, as quais induzem por mecanismos complexos altas taxas de mutação nos seus genes dos anticorpos. Depois destroem os linfócitos B que produzem anticorpos com menor afinidade para o antígenio e estimulam a divisão dos que têm maior afinidade (graças a mutações fortuitas), podendo esta no final ser muitas vezes superior nos sobreviventes. Há vários tipos de anticorpos: IgM é sempre o primeiro tipo a ser produzido; IgG é o principal grupo de anticorpos sangüíneos e há vários subtipos, aparece mais tarde que IgMs, e têm maior afinidade após hipermutação; os IgAs são anticorpos secretados para as mucosas, como intestino, genitais e bronquios; as IgE têm funções de luta contra parasitoses; os IgD estimula o sistema imunitário. Linfócito T8 e citotoxicidade Os Linfócitos T CD8+ são os linfócitos citotóxicos ou também chamado de Killers. Eles têm cada um, um tipo de receptor especifico nas suas membranas, gerado aleatóriamente numa fase de recombinação genética do seu desenvolvimento, denominado de TCR (T-cell receptor, semelhante aos anticorpos da célula B, mas de localizacao membranar). Esses receptores ligam-se a outros que todas as células humanas possuem (complexo MHC I), e que apresentam péptidos (fragmentos de proteínas) que elas estejam a produzir à superficie da célula. No caso que os complexos MHC I (Complexo de Histocompatibilidade) - péptido seja reconhecidos por uma célula T CD8+, esta última desencadeará a morte da célula que apresenta o péptido através de enzimas citoliticas chamadas de porinas que induzem a apoptose da célula alvo por desequilíbrio osmótico. Todos os linfócitos T CD8+ que têm receptores que reagem a substâncias do próprio corpo morrem durante o seu "estágio" no timo. Quando o linfócito T CD8+ reconhece um antígeno não-self com o seu receptor numa molécula MHC classe I de uma célula do organismo, ele liberta substâncias (perforina) que criam um poro na membrana, lisando (rompendo osmoticamente) a célula, ou então libertam mediadores (granzima) que induzem a célula a iniciar a apoptose (morte celular programada). Há milhões de linfócitos CD8+ em circulação no organismo, cada um com receptores aleatórios para todos os péptidos possiveis não-self. Normalmente o linfócito T CD8+ naive só mata as células se for estimulado por citocinas dos linfócitos T CD4+ (reguladores: ver mais à frente). Se um linfócito T CD8+ com determinado receptor for estimulado dessa forma, ele divide-se em mais células citotóxicas e um pequeno grupo de células quiescentes e de longa esperança de vida, as células memória, manter-se-ão em circulação (entre o sangue e os gânglios linfáticos). Estas células de memória podem ser activadas mais tarde de uma forma mais eficiente, mais rápida e independentemente da presença de citocinas produzidas pelos linfócitos CD4+, após reconhecimento do péptido para o qual são específicas apresentado por uma molécula de MHC classe I. Fagócitos Apesar de os fagócitos serem um mecanismo inato, já que respondem a qualquer corpo estranho, eles também são efectores de primeira linha das decisões dos linfócitos. Os fagócitos, especialmente os macrófagos, respondem a citocinas geradas pelos linfócitos (IL-1). Os monócitos são os precursores dos macrófagos e eles transformam-se em macrófagos se estimulados por citocinas dos T4. Além disso são atraidos por outras citocinas e factores libertados de células em locais de infecção activa. Se estimulados apropriadamente pelas citocinas libertadas de forma localizada e controlada pelos linfócitos T4, os macrófagos libertam suficientes quantidades de enzimas e radicais livres para destruir totalmente uma região localizada, matando ambos invasores e células humanas. Além disso, sob controle dos linfócitos, os macrófagos são responsáveis por algumas reacções imunológicas especificas como o granuloma e o abcesso. O granuloma ocorre na invasão por micobactérias e fungos, sendo o exemplo mais célebre a tuberculose. É uma reacção ordenada por citocinas dos T4, quando há infecção intracelular dos próprios fagocitos. De forma a impedir a disseminação pelo sangue do invasor dentro dessas células móveis, os linfócitos T4 secretam citocinas que chamam mais macrófagos, e os tornam mais resistentes à infecção ("alerta de bactéria endocelular"). Além disso as citocinas provocam a adaptação pelos macrofagos de morfologia epitelial em volta do nucleo da invasão, com numerosas camadas de células imobilizadas ligadas por conexões impermeáveis, de forma a sequestrar o invasor. A micobactéria da tuberculose não se pode disseminar e permanece localizada. Hoje mil milhões de pessoas saudáveis têm micobactérias controladas dessa forma nos seus pulmões (visivel nas radiografias). Só naqueles poucos que têm um episódio de grande debilidade imunitária é que o organismo escapa e se inicia a tuberculose propriamente dita. O abcesso é semelhante mas em redor de um cisto/quisto de pús. É importante para sequestrar bactérias piogénicas cuja toxicidade mata os fagócitos (formando o pús) e não permite a limpeza eficaz. Linfócito T4 e supervisão da resposta Os Linfócitos T4, ou helper, são os controladores de toda a resposta imunitária. São eles que "decidem" que reacções desenvolver a uma invasão, activando ou inibindo todas as outras células imunitárias através de citocinas (espécie de hormonas ou mediadores moleculares). Daí que na doença que ataca os próprios T4, a SIDA/AIDS, todo o sistema imunitário colapse. Os linfócitos T4 conseguem decidir se há invasão ou não porque cada um deles contém um receptor gerado aleatoriamente o TCR (T-cell receptor, semelhante aos anticorpos da célula B, mas membranar). Todos os fagócitos e ainda algumas outras células como as células dendriticas ou de Langerhans, depois de digerir as proteínas do invasor, apresentam péptidos (pedaços) delas numa proteína membranar, o MHC II (major histocompatibility complex). Os TCR dos T4 ligam-se a essas MHC2 com péptido e se a ligação for eficaz, libertam citocinas. Nenhum linfócito T4 tem receptores para proteínas do próprio corpo porque esses foram destruídos na sua fase de desenvolvimento no Timo. Se os niveis dessas citocinas forem suficientemente altos, e se outros factores menos bem conhecidos existirem no sangue, o T4 "decide" que há uma invasão e de que tipo é, dando origem a uma resposta imunitária especifica. Ele então produz outras citocinas estimulando todas as outras células para o tipo de resposta apropriado. Tal como todos os outros linfócitos, os T4 estimulados multiplicam-se e alguns servem de células-memória para mais rápida resposta ao mesmo invasor no futuro. Há basicamente dois tipos de células T4 helper, correspondendo a dois tipos de resposta. Não se sabe exactamente o que desencadeia um tipo ou o outro. A resposta TH1 caracteriza-se por produção de citocinas como IL-2, IFN-gama e TNF-beta. Há activação dos macrófagos e da fagocitose, e dos mecanismos citotóxicos (linfócitos T), levando a extensa destruição das zonas infectadas. É eficaz na eliminação dos patogénios intracelulares (virus e bactérias intracelulares). Na resposta TH2 há secreção de IL-4 e IL-5. Caracteriza-se pelo estimulo da produção de anticorpos pelos linfócitos B. É eficaz contra organismos que circulem no sangue, como bactérias extracelulares e parasitas. Que resposta, TH1 ou TH2, é produzida, tem importância para a progressão da infecção. Por exemplo na Lepra, uma infecção pela bactéria intracelular Mycobacterium leprae, a resposta TH1 é extremamente eficaz e os danos são mínimos (lepra tuberculoide); mas se for activada uma resposta TH2, ineficaz contra organismos intracelulares, surge a lepra comum, com danos profundos e desprendimento de pele (lepra lepromatosa). Há ainda um terceiro tipo de linfócito T regulador, os linfócitos supressores, que limitam e suprimem a reacção imunitária, um mecanismo muito importante considerando a destruição extrema que o sistema imunitário pode produzir. Outras células * Linfócitos Natural-Killer: os NK são linfócitos granulares que, tal como os T8 são citotóxicos, destrem células humanas tumorais ou infectadas por vírus. Aderem-se a célula-alvo infectada e induzem a sua morte. São importantes na destruição das células humanas com antigenos não-self (por infecção viral ou neoplasia) e que são atacadas por anticorpos especificos. Os NK possuem dois ligantes para a celula alvo, um ativador (B7) e um inibidor expresso pelo MHC. Caso o NK se ligue ao ativador e nao encontre um MCH expressando um antigeno próprio, ele lisará a célula alvo através de porinas, caso ele encontre o ativador e o inibidor, se desligará da celula alvo sem lhe causar danos. Citocinas As citocinas são hormonas do sistema imunitário que permitem às células comunicar entre si e com outras de outros orgãos. São um sistema incrivelmente complexo e inteligente ainda pouco conhecido. Algumas citocinas mais importantes: * IL-1: libertadas aquando de infecções. Produzem nos centros cerebrais regulatórios febre, tremores, calafrios e mal-estar; promovem a inflamação, estimulam os linfócitos T. A sua acção é responsável por estes sintomas comuns na maioria das doenças. No cérebro há libertação de prostaglandina E2, que estimula o centro da temperatura, aumentando a sua configuração. A aspirina inibe a formação da prostaglandina (bloqueia a enzima que a produz) e é por isso que diminui a febre e mal estar nas afecções virais. * IL-2: Estimula a multiplicação dos linfócitos T e B. Antes chamada de Fator de proliferacao de Linfocitos * IL-3: Estimula o crescimento e a secreção de histamina. * IL-4: Estimula multiplicação dos linfócitos B; produção de anticorpos, resposta do tipo TH2. * IL-5: Estimula multiplicação e diferenciação de linfócitos B; produção de IgA e IgE, alergias. * IL-6: Estimula a secreção de anticorpos. * IL-7: Induz a diferenciação em células B e T progenitoras. * IL-8: Quimiocina;induz a adesão ao endotélio vascular e o extravazamentoaos tecidos. * IFN-alfa: Interferon. Ativa as células em estado de "alerta viral". Produção diminuida de proteínas, aumento de enzimas anti-virais (como as que digerem a dupla hélice de RNA tipica dos virus) e aumentam também a apresentação de péptidos internos nos MHC I aos linfócitos. Estimula os linfócitos NK e T8. * IFN-gama: Ativa os macrófagos, tornando-os mais eficientes e agressivos; promove a inflamação, e estimula a resposta TH1, inibindo a TH2. * TNF-alfa: Induz a secreção da citocina e é responsável pela perda extensiva de peso associada com inflamação crônica. * TNF-beta: Ativa os fagocitos. Estimula a resposta citotoxica (TH1). Orgãos linfóides * A medula óssea é o local onde se situam as células estomáticas, que dão origem a todas as células do sistema imune e ainda das plaquetas e eritrócitos. É ainda o local de maturação de todas estas células, com excepção dos linfócitos T. * O timo é o local de maturação dos linfócitos T. * Os gânglios linfáticos são órgãos pequenos com forma de feijão, situados em todo o corpo. Eles contém linfócitos B e linfócitos T4 e T8, e são os locais de recolha de antigénios (filtração) da linfa. Aí se organizam e controlam as defesas e formam folículos linfóides onde os linfócitos B com receptores específicos para os antigénos se maturam em plasmócitos produtores de anticorpos. Aí também se maturam os linfócitos T8 especificos do antigeno em linfócitos citotóxicos. As células apresentadoras de antigénios como célula de Langerhans e os fagocitos afluem aos gânglios para apresentar antigénios recolhidos (ou fagocitados) da periferia aos linfócitos. * O baço possui 4 funçoes fisiológicas. Primeira: Armazenamento de Hemácias. Segundo: Destruição das hemácias velhas, alteradas, ou parasitadas. Terceira: Filtrar o sangue e reter microrganismo e outros corpos estranhos a serem fagocitados. Quarta: Colocar linfócitos B e linfócito T em cantato com os antígenos. * O fígado é primariamente um orgão metabólico, mas também alberga muitos fagócitos e é ele que produz as proteinas imunitárias como o sistema complemento. Controla as invasões intestinais, já que filtra todo o sangue proveniente do intestino, pela veia porta. * O intestino e os brônquios são importantes orgãos imunitários. Contêm uma camada com folículos linfóides (o MALT -mucosa associated lymphoid tissue ou BALT), plenos de linfocitos, que reagem aos antigénios e outras reacções contra eles. Controlam também a flora normal de bactérias intestinais. * As tonsilas (amigdalas) são aglomerados de tecido linfoide em redor da entrada da faringe, controlando os invasores que entram pela boca. Alergias, doença autoimune, leucemias, transplantes e imunodeficiência As alergias são reacções imunitárias a um antígeno estranho despropositadas. No individuo alérgico, o sistema imunitário não consegue distinguir alguns antigenos não-self inócuos, como grãos de pólen, de antígenos pertencentes a invasores perigosos. Logo gera-se uma reacção imunitária a estimulos que não poem a integridade do individuo em risco. As doenças autoimunes são devidas à perda da capacidade dos linfócitos em distinguir os antigenios self dos não-self. O sistema ataca as próprias células do corpo, julgando-as invasoras. É possivel que muitas destas doenças, sejam devido à má função das células que destroem os linfócitos com receptores reactivos ao self. Por razões ainda não conhecidas, as mulheres sofrem mais do que os homens com a maioria das doenças autoimunes (como lupus, artrite reumatóide e esclerose múltipla), que são aparentemente mais provaveis em pessoas com determinados genes MHC, que apresentam os péptidos self de forma mais críptica aos linfócitos. Há poucas doenças autoimunes que atingem mais homens que mulheres, como a espondilite anquilosante. As leucemias (na medula óssea e sangue) e linfomas (nos gânglios linfáticos) são neoplasias (ou seja cancro) das células do sistema imunitário. Elas decorrem muitas vezes com efeitos auto-imunes e de imunodeficiência e são altamente invasivas, já que circulam livremente pelo sangue e linfa. A rejeição de transplantes deve-se ao facto de as proteínas MHC da pessoa que doa o órgão serem diferentes (há grande variabilidade dos genes MHC, uma caracteristica que protege a humanidade das infecções: há sempre alguém que sobrevive por ter um MHC que apresente os péptidos invasivos suficientemente cedo). Os linfócitos interpretam um péptido self apresentado por uma MHC de conformação diferente da habitual como sendo não-self, e matam as células do orgão transplantado. Este problema é reduzido com escolha de pessoas com MHC semelhantes para doações de orgãos (frequentemente irmãos, pais e filhos), e pode ser algo controlada com imunossupressores como os glucocorticóides. A imunodeficiência é causada por uma falta de Linfócitos, ou por um déficit destes, pode também ser causada por uma deficiência de fagócitos. Contudo como os agentes do sistema imunitário interagem entre si quando existe a falta de um desses agentes todo o sistema imunitário fica ameaçado. A imunodeficiência pode ser congénita ou adquirida. Na Imunodeficiência congénita o sujeito sofre de uma desordem séria do sistema imunitário, em que os individuos não possuem nem linfócitos B nem Linfócitos T, como o nome indica esta doença normalmente e de nascença, e os individuos têm de ser submetidos a um ambiente isolado e completamente estrelizado. Esta deficiência é devida a um funcionamento anormal da medula óssea. O tratamento da doença pode passar por um transplante eficaz de medula óssea. Na imunodeficiência adquirida o sujeito adquire a deficiência do sistema imunitário mais tarde, o caso mais pragmático desta doença é o HIV, em que com uma diminuição das Linfócitos T dá-se um enfraquecimento progressivo do organismo, que fica sujeito doenças oportunistas, doenças que em indivíduos com um sistema imunitário completo não têm qualquer efeito ou que são pouco eficazes, mas que num caso em que o indivíduo se encontra com um sistema imunitário debilitado mostram-se muito eficazes e até mesmo mortais. Farmacologia e vacinas Vacina oral anti-poliomielite administrada a criança Vacina oral anti-poliomielite administrada a criança As vacinas consistem na administração de antigénios pertencentes a um patogénio (vírus ou bactéria), de forma a estimular o sistema imunitário, nomeadamente os linfócitos ao criar nestes receptores específicos para esses patogénios e estimulando a criação de uma reserva de linfócitos chamados células de memória específicas, que em caso de invasão futura possam produzir rapidamente níveis altos de anticorpos e desta forma combater com rapidez e eficácia essa patologia. Os glucocorticóides são imunosupressores potentes sendo usados em doentes transplantados para evitar a rejeição do(s) orgão(s). Ver também Sistema endócrino Principais glândulas endócrinas. (Masculinas na esquerda, femininas na direita.) 1. Glândula pineal 2. Glândula pituitária 3. Glândula tireóide 4. Timo 5. Glândula supra-renal 6. Pâncreas 7. Ovário 8. Testículo Principais glândulas endócrinas. (Masculinas na esquerda, femininas na direita.) 1. Glândula pineal 2. Glândula pituitária 3. Glândula tireóide 4. Timo 5. Glândula supra-renal 6. Pâncreas 7. Ovário 8. Testículo Sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas que apresentam como atividade característica a produção de secreções denominadas hormônios. Freqüentemente o sistema endócrino interage com o sistema nervoso, formando mecanismos reguladores bastante precisos. O sistema nervoso pode fornecer ao sistema endócrino informações sobre o meio externo, enquanto que o sistema endócrino regula a resposta interna do organismo a esta informação. Dessa forma, o sistema endócrino em conjunto com o sistema nervoso atuam na coordenação e regulação das funções corporais. Alguns dos principais órgãos que constituem o sistema endócrino são: a hipófise, o hipotálamo, a tiróide, as supra-renais, o pâncreas e as gônadas (os ovários e os testículos). * 1 Glândulas endócrinas e os hormônios secretados o 1.1 Em homens somente o 1.2 Em mulheres somente * 2 Veja também * 3 Ligações externas Glândulas endócrinas e os hormônios secretados * Hipotálamo produz o Hormônio liberador de tireotrofina (TRH) o Hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) o Hormônio liberador de hormônio do crescimento (GHRH) o Hormônio liberador de corticotrofina (CRH) o Somatostatina o Dopamina (DA) * Glândula pineal produz o Dimetiltriptamina o Melatonina * Glândula pituitária (hipófise) produz o Pituitária anterior (adenohipófise) + Hormônio do crescimento (GH) + Prolactina (PRL) + Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH, corticotrofina) + Hormônio estimulante da tireóide (TSH, tirotrofina) + Hormônio folículo-estimulante (FSH, uma gonadotrofina) + Hormônio luteinizante (LH, uma gonadotrofina) o Pituitária posterior (neurohipófise) + Oxitocina (ocitocina) + Arginina vasopressina (AVP; também ADH, hormônio antidiurético) + Lipotropina * Glândula tireóide produz o Triiodotironina (T3), uma forma potente de hormônio da tireóide o Tiroxina (T4), uma forma menos ativa de hormônio da tireóide o Calcitonina * Glândula paratireóide produz o Hormônio da paratireóide (PTH) * Timo produz o Peptídeo natriurético atrial (ANP) * Estômago e intestinos produzem o Colecistoquinina (CCK) o Gastrina o Grelina o Neuropeptídeo Y (NPY) o Secretina o Somatostatina * Fígado produz o Fator de crescimento semelhante à insulina (IGF) o Angiotensinogênio o Trombopoietina * Ilhotas de Langerhans no pâncreas produzem o Insulina o Glucagon o Somatostatina * Glândulas adrenais produzem o Córtex adrenal + Glicocorticóides (principalmente cortisol) + Mineralocorticóides (principalmente aldosterona) + Andrógenos (incluindo DHEA e testosterona) o Medula adrenal + Adrenalina (epinefrina) + Noradrenalina (norepinefrina) o Testosterona * Rim produz o Renina o Eritropoietina (EPO) o Calcitriol (a forma ativa da vitamina D3) * Pele produz o Vitamina D3 (calciferol) * Tecido adiposo o Leptina o Estrógenos (principalmente estrona) Em homens somente * Testículos o Andrógenos (principalmente testosterona) Em mulheres somente * Folículo ovariano o Estrógenos (principalmente estradiol) * Corpo lúteo o Progesterona o Estrógenos (principalmente estradiol) * Placenta (quando grávida) o Progesterona o Estrógenos (principalmente estriol) o Gonadotrofina coriônica humana (HCG) o Lactogênio placentário humano (HPL) Veja também * Hormônios * Endocrinologia * Neuroendocrinologia * Sistema nervoso Ligações externas Sistema nervoso O sistema nervoso central humano e suas partes: (1) cérebro – (2) sistema nervoso central – (3) espinha dorsal. O sistema nervoso central humano e suas partes: (1) cérebro – (2) sistema nervoso central – (3) espinha dorsal. O sistema sensorial que monitora e coordena a atividade dos músculos, e a movimentação dos órgãos, e constrói e finaliza estímulos dos sentidos e inicia ações de um ser humano é vulgarmente tratado de sistema nervoso. Os neurônios e os nervos são integrantes do sistema nervoso, e desempenham papéis importantes na coordenação motora. Todas as partes do sistema sensorial de um ser humano, são feitas de tecido nervoso e seus estimulos são dependentes do meio. Índice * 1 Anatomia comparada o 1.1 Coelenterata o 1.2 Platelmintos e nematóides o 1.3 Mollusca o 1.4 Vertebrados * 2 Referências * 3 Ver também * 4 Ligações externas Anatomia comparada Coelenterata Membros do filo dos celenterados, tais como águas-vivas e hidras, têm um sistema nervoso simples intitulado rede neural. Ela é formada por neurônios, ligados por sinapses ou conexões celulares. A rede neural é centralizada ao redor da boca, mas não há um agrupamento anatômico de neurônios. Algumas águas-vivas possuem neurônios sensoriais conhecidos como rhopalia, com os quais podem perceber luz, movimento, ou gravidade. Platelmintos e nematóides Planárias, um tipo de platelminto, possuem uma corda nervosa dupla que percorre todo o comprimento do corpo e se funde com a cauda. Estas cordas nervosas são conectadas por nervos transversais, como os degraus de uma escada. Estes nervos ajudam a coordenar os dois lados do animal. Dois grandes gânglios na extremidade da cabeça funcionam de modo semelhante a um cérebro simplificado. Fotoreceptores nos ocelos destes animais provêem informação sensorial sobre luz e escuridão. Porém, os ocelos não são capazes de formar imagens.Os platelmintos foram os primeiros animais na escala evolutiva a apresentarem um processo de cefalização. A partir dos platelmintos até os equinodermos, o sistema nervoso é ganglionar ventral. Obs.: A "centralização" do sistema nervoso dos platelmintos representa um avanço em relação aos cnidários que têm uma rede nervosa difusa,sem nenhum órgão integrador das funções nervosas. Artrópodes, tais como insetos e crustáceos, têm um sistema nervoso constituído de uma série de gânglios conectados por uma corda nervosa ventral feita de conectores paralelos que correm ao longo da barriga[1]. Tipicamente, cada segmento do corpo possui um gânglio de cada lado, embora alguns deles se fundam para formar o cérebro e outros grandes gânglios. O segmento da cabeça contém o cérebro, também conhecido como gânglio supraesofágico. No sistema nervoso dos insetos, o cérebro é anatomicamente dividido em protocérebro, deutocérebro e tritocérebro. Imediatamente atrás do cérebro está o gânglio supraesofágico que controla as mandíbulas. Muitos artrópodes possuem órgãos sensoriais bem desenvolvidos, incluindo olhos compostos para visão e antenas para olfato e percepção de feromônios. A informação sensorial destes órgãos é processada pelo cérebro. Mollusca A maioria dos Moluscos, tais como Bivalves e lesmas, têm vários grupos de neurônios intercomunicantes chamados gânglios. O sistema nervoso da lebre-do-mar (Aplysia) tem sido utilizado extensamente em experimentos de neurociência por causa de sua simplicidade e capacidade de aprender associações simples. Os cefalópodes, tais como lulas e polvos, possuem cérebros relativamente complexos. Estes animais também apresentam olhos sofisticados. Como em todos os invertebrados, os axônios dos cefalópodes carecem de mielina, o isolante que permite reação rápida nos vertebrados. Para obter uma velocidade de condução rápida o bastante para controlar músculos em tentáculos distantes, os axônios dos cefalópodes precisam ter um diâmetro avantajado nas grandes espécies de cefalópodes. Por este motivo, os axônios da lula gigante são usados por neurocientistas para trabalhar as propriedades básicas da ação potencial. Vertebrados Organização do sistema nervoso dos vertebrados Periférico Somático Autonômo Simpático Parassimpático Entérico Central / Principal O sistema nervoso dos animais vertebrados são freqüentemente divididos em Sistema nervoso central (SNC) e Sistema nervoso periférico (SNP). O SNC consiste do cérebro e da espinha dorsal. O SNP consiste de todos os outros nervos e neurônios que não possuem vínculo com o SNC. A grande maioria do que comumente se denomina nervos (que são realmente os apêndices dos axônios de células nervosas) são considerados como constituintes do SNP. O sistema nervoso periférico é dividido em sistema nervoso somático e sistema nervoso autônomo. O sistema nervoso somático é o responsável pela coordenação dos movimentos do corpo e também por receber estímulos externos. Este é o sistema que regula as a(c)tividades que estão sob controle consciente. O sistema nervoso autônomo é dividido em sistema nervoso simpático, sistema nervoso parassimpático e sistema nervoso entérico. O sistema nervoso simpático responde ao perigo iminente ou stress, e é responsável pelo incremento do batimento cardíaco e da pressão arterial, entre outras mudanças fisiológicas, juntamente com a sensação de excitação que se sente devido ao incremento de adrenalina no sistema. O sistema nervoso parassimpático, por outro lado, torna-se evidente quando a pessoa está descansando e sente-se relaxada, e é responsável por coisas tais como a constrição pupilar, a redução dos batimentos cardíacos, a dilatação dos vasos sangüíneos e a estimulação dos sistemas digestivo e genitourinário. O papel do sistema nervoso entérico é gerenciar todos os aspectos da digestão, do esôfago ao estômago, intestino delgado e cólon. Referências * ^ C. elegans * ^ Morfologia * ^ Nervos Ver também * Neurociência * Sistema nervoso central * Zootomia * Neurônio